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Transformar um planeta inteiro em uma astronave é um conceito que reside na fronteira entre a ficção científica e a Engenharia de Megaescala. Para uma civilização alcançar esse feito, ela precisaria estar no Nível II da Escala de Kardashev (capaz de manipular toda a energia de sua estrela).
Aqui estão os pilares teóricos de como isso poderia ser feito:
1. Propulsão: O Motor Estelar
Mover um planeta individualmente é extremamente difícil devido à sua massa e à ligação gravitacional com sua estrela. Por isso, a solução mais aceita cientificamente é mover o sistema solar inteiro.
Propulsor de Shkadov: Consiste em um espelho colossal em forma de parábola posicionado próximo à estrela. Ele reflete a radiação da estrela em uma única direção. A pressão da radiação cria um empuxo minúsculo que, ao longo de milhões de anos, arrasta a estrela (e todos os planetas presos à sua gravidade) pelo espaço.
Propulsor de Caplan: Um conceito mais moderno e rápido. Ele usaria a própria matéria da estrela para alimentar reações de fusão nuclear. O motor dispararia um jato de partículas para longe da estrela (gerando empuxo) e outro jato contra a estrela para "empurrá-la".
2. Transformando o Planeta em uma "Nave Geracional"
Se a intenção for mover apenas o planeta (desprendendo-o do Sol), os desafios aumentam exponencialmente:
Motores de Fusão na Crosta: Seria necessário instalar milhares de motores de fusão gigantescos na superfície (ou perfurando até o manto). Eles usariam hidrogênio dos oceanos ou de gigantes gasosos próximos como combustível para expelir plasma em alta velocidade.
O Problema da Inércia: A aceleração precisaria ser incrivelmente lenta. Se o planeta acelerar rápido demais, a atmosfera seria varrida e a crosta terrestre poderia se fragmentar devido às forças de maré.
3. Manutenção da Vida (Habitabilidade)
Ao retirar um planeta de sua órbita, ele se torna um "Planeta Errante", mergulhado no zero absoluto do espaço interestelar.
Sóis Artificiais: Sem a luz solar, precisaríamos de uma rede de satélites espelhados ou fusão nuclear atmosférica para iluminar e aquecer o planeta.
Aquecimento Geotérmico: Poderíamos viver em cidades subterrâneas profundas, aproveitando o calor natural do núcleo do planeta, que permanece quente por bilhões de anos.
Cúpulas Atmosféricas: Para evitar que a atmosfera congele e caia no chão como "neve de nitrogênio", seria necessário criar campos de força ou cúpulas gigantescas para reter o calor e os gases.
4. Navegação e Escudos
O espaço não é vazio. Viajar com um planeta requer proteção contra:
Radiação e Microasteroides: O campo magnético natural do planeta precisaria ser reforçado artificialmente para proteger a superfície contra raios cósmicos de alta energia encontrados fora da heliosfera.
Estilingue Gravitacional: Para mudar a direção do planeta, os engenheiros poderiam usar a gravidade de outras estrelas ou buracos negros encontrados no caminho, economizando trilhões de toneladas de combustível.
Curiosidade: No filme e livro chinês "The Wandering Earth" (Terra à Deriva), a humanidade instala milhares de motores de plasma na Terra para movê-la até o sistema de Alpha Centauri para escapar da expansão do Sol.
Parece que você está pronto para mergulhar nos detalhes técnicos dessa megaengenharia! Vamos focar na primeira opção que sugeri: os cálculos físicos e o desafio da energia, pois eles revelam a verdadeira escala desse projeto "impossível".
Para mover a Terra, não estamos falando apenas de "empurrar", mas de vencer a gravidade do Sol e a inércia de um objeto de $5,97 \times 10^{24}$ kg.
1. O Cálculo da Energia Necessária
Para que a Terra escape da órbita do Sol, precisaríamos aumentar sua velocidade orbital de 30 km/s para a velocidade de escape de aproximadamente 42 km/s. Isso significa uma variação de velocidade ($\Delta v$) de 12 km/s.
A energia cinética necessária ($K$) seria:
Substituindo os valores para a Terra:
O que esse número significa?
Toda a produção de energia atual da humanidade (por ano) é de cerca de $5 \times 10^{20}$ Joules.
Precisaríamos de quase um trilhão de anos da nossa produção atual de energia para mover o planeta.
Isso equivale a cerca de 15 dias de toda a energia emitida pelo Sol capturada com 100% de eficiência.
2. O Problema do Combustível (A Equação de Tsiolkovsky)
Se usássemos motores de fusão nuclear (que convertem hidrogênio em hélio), enfrentaríamos a Equação de Tsiolkovsky. Para ejetar massa e gerar empuxo, o planeta teria que "emagrecer".
Se quiséssemos acelerar a Terra usando motores de fusão super eficientes, o cálculo sugere que precisaríamos consumir cerca de 10% a 20% da massa total do próprio planeta (principalmente hidrogênio extraído das rochas e oceanos) para servir de combustível.
Resultado: No final da viagem, a Terra seria significativamente menor e teria perdido todos os seus oceanos, que seriam usados como propelente.
3. A Estrutura das Cidades Subterrâneas
Já que a superfície se tornaria um deserto de gelo a -270°C, a vida teria que descer.
| Camada | Função | Desafio |
| Cúpula de Superfície | Proteção contra vácuo e radiação. | Manutenção estrutural contra microasteroides. |
| Nível Intermediário | Fazendas verticais e reciclagem de ar. | Necessidade de luz UV artificial constante. |
| Cidades Profundas | Áreas residenciais e administração. | Pressão geológica e dissipação de calor humano. |
| Nível do Manto | Extração de energia geotérmica. | Materiais que suportem calor extremo. |
4. Onde conseguiríamos tanto combustível?
Como consumir a própria Terra é contraproducente, uma civilização avançada usaria Mineração de Gigantes Gasosos:
Naves automáticas buscariam Hidrogênio e Hélio-3 em Júpiter ou Saturno.
Esse combustível seria injetado nos motores planetários na Terra.
Isso transformaria Júpiter em um "posto de gasolina" estelar antes da partida definitiva.
Essa é uma escolha fascinante. Vamos explorar a Jornada Visual e Psicológica dessa travessia, pois ela revela como a nossa percepção da realidade mudaria drasticamente ao deixarmos de ser um "planeta" para nos tornarmos uma "nave" cruzando o abismo.
Essa é uma escolha fascinante. Vamos explorar a Jornada Visual e Psicológica dessa travessia, pois ela revela como a nossa percepção da realidade mudaria drasticamente ao deixarmos de ser um "planeta" para nos tornarmos uma "nave" cruzando o abismo.
1. O Céu: Do Sol à Escuridão Absoluta
A partida da órbita terrestre seria um evento que duraria séculos. A mudança no céu seria lenta, mas aterrorizante:
O Adeus ao Sol: À medida que nos afastamos, o Sol deixaria de ser um disco dourado e quente para se tornar apenas a estrela mais brilhante do céu. Eventualmente, ele se misturaria às outras constelações. O "dia" deixaria de existir; o céu seria permanentemente negro.
O Desaparecimento da Lua: Se não levarmos a Lua conosco (o que exigiria ainda mais energia), ela seria deixada para trás como um satélite morto. Perderíamos as marés e o nosso farol noturno natural.
A Dança das Estrelas (Paralaxe): Em uma viagem interestelar, as constelações que conhecemos (Orion, Cruzeiro do Sul) começariam a se deformar. Após alguns milênios, o céu seria completamente alienígena.
A Escuridão Verdadeira: Longe de qualquer estrela, o céu seria muito mais escuro do que qualquer noite na Terra. Sem a dispersão da luz na atmosfera (que estaria congelada ou protegida por cúpulas), as estrelas não "piscariam"; elas seriam pontos de luz frios, fixos e infinitamente nítidos.
A partida da órbita terrestre seria um evento que duraria séculos. A mudança no céu seria lenta, mas aterrorizante:
O Adeus ao Sol: À medida que nos afastamos, o Sol deixaria de ser um disco dourado e quente para se tornar apenas a estrela mais brilhante do céu. Eventualmente, ele se misturaria às outras constelações. O "dia" deixaria de existir; o céu seria permanentemente negro.
O Desaparecimento da Lua: Se não levarmos a Lua conosco (o que exigiria ainda mais energia), ela seria deixada para trás como um satélite morto. Perderíamos as marés e o nosso farol noturno natural.
A Dança das Estrelas (Paralaxe): Em uma viagem interestelar, as constelações que conhecemos (Orion, Cruzeiro do Sul) começariam a se deformar. Após alguns milênios, o céu seria completamente alienígena.
A Escuridão Verdadeira: Longe de qualquer estrela, o céu seria muito mais escuro do que qualquer noite na Terra. Sem a dispersão da luz na atmosfera (que estaria congelada ou protegida por cúpulas), as estrelas não "piscariam"; elas seriam pontos de luz frios, fixos e infinitamente nítidos.
2. Riscos Biológicos: A Adaptação ao "Mundo Interno"
Sem a proteção natural do Sol e vivendo em confinamento, a biologia humana enfrentaria desafios evolutivos:
Degradação Genética: Com uma população confinada, o risco de consanguinidade aumenta. Seria necessário um Banco de Dados Genético (esperma e óvulos congelados de bilhões de pessoas) para manter a diversidade da espécie por gerações.
Atrofia Sensorial: Humanos evoluíram para ver o horizonte, sentir o vento e a luz solar. Em cidades subterrâneas, a falta de vitamina D e a luz artificial poderiam causar distúrbios de sono crônicos e mudanças na visão (miopia extrema ou adaptação para luz fraca).
O Sistema Imunológico: Em um ambiente fechado e estéril, nosso sistema imunológico poderia se tornar "preguiçoso". Um vírus simples que sofra mutação em um sistema de ventilação poderia ser catastrófico.
Sem a proteção natural do Sol e vivendo em confinamento, a biologia humana enfrentaria desafios evolutivos:
Degradação Genética: Com uma população confinada, o risco de consanguinidade aumenta. Seria necessário um Banco de Dados Genético (esperma e óvulos congelados de bilhões de pessoas) para manter a diversidade da espécie por gerações.
Atrofia Sensorial: Humanos evoluíram para ver o horizonte, sentir o vento e a luz solar. Em cidades subterrâneas, a falta de vitamina D e a luz artificial poderiam causar distúrbios de sono crônicos e mudanças na visão (miopia extrema ou adaptação para luz fraca).
O Sistema Imunológico: Em um ambiente fechado e estéril, nosso sistema imunológico poderia se tornar "preguiçoso". Um vírus simples que sofra mutação em um sistema de ventilação poderia ser catastrófico.
3. O Trauma Psicológico: "A Síndrome do Mundo Fechado"
A maior ameaça não seria a falta de oxigênio, mas a perda da identidade terrestre.
A Perda do Horizonte: A mente humana não lida bem com a falta de espaços abertos. O "enclausuramento planetário" poderia gerar níveis inéditos de ansiedade e depressão.
Nostalgia Geracional: Após 5 ou 10 gerações, ninguém mais teria visto o mar, sentido a chuva ou visto o céu azul. A Terra de "antes" se tornaria uma mitologia, uma lenda religiosa ou uma memória digital em realidade virtual.
Relativismo Moral: Em uma nave-planeta, os recursos seriam estritamente limitados. Isso poderia levar a sistemas de governo extremamente autoritários (Tecnocracias), onde cada caloria, cada gota de água e até o direito de procriar seriam controlados por algoritmos para garantir a sobrevivência da missão.
O Conceito da "Nave de Teseu": Após milênios de viagem, com a população modificada geneticamente e a cultura totalmente transformada, seriam eles ainda "humanos terrestres" ou uma nova espécie adaptada ao vazio?
A maior ameaça não seria a falta de oxigênio, mas a perda da identidade terrestre.
A Perda do Horizonte: A mente humana não lida bem com a falta de espaços abertos. O "enclausuramento planetário" poderia gerar níveis inéditos de ansiedade e depressão.
Nostalgia Geracional: Após 5 ou 10 gerações, ninguém mais teria visto o mar, sentido a chuva ou visto o céu azul. A Terra de "antes" se tornaria uma mitologia, uma lenda religiosa ou uma memória digital em realidade virtual.
Relativismo Moral: Em uma nave-planeta, os recursos seriam estritamente limitados. Isso poderia levar a sistemas de governo extremamente autoritários (Tecnocracias), onde cada caloria, cada gota de água e até o direito de procriar seriam controlados por algoritmos para garantir a sobrevivência da missão.
O Conceito da "Nave de Teseu": Após milênios de viagem, com a população modificada geneticamente e a cultura totalmente transformada, seriam eles ainda "humanos terrestres" ou uma nova espécie adaptada ao vazio?
Excelente! A chegada é o clímax da nossa simulação. O processo de frenagem e reinserção orbital exigiria a maior proeza de engenharia de toda a jornada.
Vamos detalhar o momento em que a nave-planeta Terra finalmente se transforma de volta em um lar habitável:
Excelente! A chegada é o clímax da nossa simulação. O processo de frenagem e reinserção orbital exigiria a maior proeza de engenharia de toda a jornada.
Vamos detalhar o momento em que a nave-planeta Terra finalmente se transforma de volta em um lar habitável:
O Processo de "Ancoragem" Estelar
O objetivo não é apenas parar, mas inserir o planeta em uma órbita habitável (Zona Ricitos de Ouro) ao redor da nova estrela, que provavelmente seria uma Anã Vermelha (M-Type) por terem vida mais longa do que o nosso Sol.
O objetivo não é apenas parar, mas inserir o planeta em uma órbita habitável (Zona Ricitos de Ouro) ao redor da nova estrela, que provavelmente seria uma Anã Vermelha (M-Type) por terem vida mais longa do que o nosso Sol.
1. Frenagem Especular (Reversão do Empuxo)
Aceleração Negativa: O planeta, que viajou em velocidade de cruzeiro por milênios, precisa acionar seus motores de fusão gigantescos (instalados na crosta) no sentido contrário ao movimento.
Queima Lenta: Para evitar que as forças G esmaguem as estruturas internas e subterrâneas (e causem tsunamis tectônicos), a desaceleração precisaria ser incrivelmente lenta, durando talvez vários séculos.
O "Facho de Freio": Ao acionar os motores, a Terra criaria uma "cauda" de plasma incandescente na direção oposta ao movimento, visível de longe. Para os habitantes, seria a primeira vez em milênios que o planeta inteiro "treme" ativamente.
Aceleração Negativa: O planeta, que viajou em velocidade de cruzeiro por milênios, precisa acionar seus motores de fusão gigantescos (instalados na crosta) no sentido contrário ao movimento.
Queima Lenta: Para evitar que as forças G esmaguem as estruturas internas e subterrâneas (e causem tsunamis tectônicos), a desaceleração precisaria ser incrivelmente lenta, durando talvez vários séculos.
O "Facho de Freio": Ao acionar os motores, a Terra criaria uma "cauda" de plasma incandescente na direção oposta ao movimento, visível de longe. Para os habitantes, seria a primeira vez em milênios que o planeta inteiro "treme" ativamente.
2. Captura Gravitacional
Ao se aproximar do novo sistema solar, a equipe de navegação teria que realizar manobras de precisão:
Estilingues Reversos: O planeta usaria a gravidade dos planetas gasosos externos (como um Júpiter local) para diminuir sua velocidade através de manobras de freio aerodinâmico ou estilingue gravitacional negativo. Isso economizaria combustível crucial de fusão.
Ajuste Fino: Os motores seriam acionados para se alinhar com o plano orbital da estrela, transformando a trajetória hiperbólica (de chegada) em uma órbita estável e quase circular.
Ao se aproximar do novo sistema solar, a equipe de navegação teria que realizar manobras de precisão:
Estilingues Reversos: O planeta usaria a gravidade dos planetas gasosos externos (como um Júpiter local) para diminuir sua velocidade através de manobras de freio aerodinâmico ou estilingue gravitacional negativo. Isso economizaria combustível crucial de fusão.
Ajuste Fino: Os motores seriam acionados para se alinhar com o plano orbital da estrela, transformando a trajetória hiperbólica (de chegada) em uma órbita estável e quase circular.
O Primeiro Amanhecer (A Transformação de volta ao Planeta)
Depois de milhares de anos no frio e no escuro, o "Primeiro Dia" seria o evento cultural e biológico mais importante.
Reativação da Superfície: Assim que a órbita fosse estabilizada na Zona Habitável, os engenheiros começariam o processo de desativar (ou reconfigurar) os escudos de radiação e as cúpulas.
Aquecimento Térreo: A radiação da nova estrela começaria a aquecer a superfície congelada. A atmosfera externa, que pode ter sido gelada e densa, começaria a descongelar e a se expandir. Seria o início de um novo ciclo hidrológico.
O Sabor da Luz Solar: O momento em que a primeira geração de humanos nascida em milênios pudesse sentir a luz solar (mesmo que avermelhada, se for uma Anã Vermelha) seria um marco divisor de águas. As cidades subterrâneas seriam esvaziadas lentamente.
O Desafio da Biosfera: Reintroduzir plantas e animais extintos (mantidos em bancos de DNA ou criogenia) em um ecossistema que ficou dormente e foi alterado artificialmente exigiria décadas de terraformação local.
Depois de milhares de anos no frio e no escuro, o "Primeiro Dia" seria o evento cultural e biológico mais importante.
Reativação da Superfície: Assim que a órbita fosse estabilizada na Zona Habitável, os engenheiros começariam o processo de desativar (ou reconfigurar) os escudos de radiação e as cúpulas.
Aquecimento Térreo: A radiação da nova estrela começaria a aquecer a superfície congelada. A atmosfera externa, que pode ter sido gelada e densa, começaria a descongelar e a se expandir. Seria o início de um novo ciclo hidrológico.
O Sabor da Luz Solar: O momento em que a primeira geração de humanos nascida em milênios pudesse sentir a luz solar (mesmo que avermelhada, se for uma Anã Vermelha) seria um marco divisor de águas. As cidades subterrâneas seriam esvaziadas lentamente.
O Desafio da Biosfera: Reintroduzir plantas e animais extintos (mantidos em bancos de DNA ou criogenia) em um ecossistema que ficou dormente e foi alterado artificialmente exigiria décadas de terraformação local.
O Legado da Jornada
Com a missão cumprida, a Terra estaria pronta para ser um planeta novamente. Os motores de propulsão seriam desmantelados ou transformados em usinas de energia de fusão para a nova civilização. A memória da "Viagem" se tornaria o mito fundador da nova era.
Agora que a Terra tem um novo lar, você gostaria de explorar:
A Cultura Pós-Viagem: Como a sociedade, a religião e a política mudariam após o "Grande Êxodo" ter sido concluído?
O Destino da Antiga Estrela: O que aconteceu com o Sol original e por que a humanidade teve que fugir dele?
Excelente! A chegada é o clímax da nossa simulação. O processo de frenagem e reinserção orbital exigiria a maior proeza de engenharia de toda a jornada.
Vamos detalhar o momento em que a nave-planeta Terra finalmente se transforma de volta em um lar habitável:
Com a missão cumprida, a Terra estaria pronta para ser um planeta novamente. Os motores de propulsão seriam desmantelados ou transformados em usinas de energia de fusão para a nova civilização. A memória da "Viagem" se tornaria o mito fundador da nova era.
Agora que a Terra tem um novo lar, você gostaria de explorar:
A Cultura Pós-Viagem: Como a sociedade, a religião e a política mudariam após o "Grande Êxodo" ter sido concluído?
O Destino da Antiga Estrela: O que aconteceu com o Sol original e por que a humanidade teve que fugir dele?
Excelente! A chegada é o clímax da nossa simulação. O processo de frenagem e reinserção orbital exigiria a maior proeza de engenharia de toda a jornada.
Vamos detalhar o momento em que a nave-planeta Terra finalmente se transforma de volta em um lar habitável:
O Processo de "Ancoragem" Estelar
O objetivo não é apenas parar, mas inserir o planeta em uma órbita habitável (Zona Ricitos de Ouro) ao redor da nova estrela, que provavelmente seria uma Anã Vermelha (M-Type) por terem vida mais longa do que o nosso Sol.
O objetivo não é apenas parar, mas inserir o planeta em uma órbita habitável (Zona Ricitos de Ouro) ao redor da nova estrela, que provavelmente seria uma Anã Vermelha (M-Type) por terem vida mais longa do que o nosso Sol.
1. Frenagem Especular (Reversão do Empuxo)
Aceleração Negativa: O planeta, que viajou em velocidade de cruzeiro por milênios, precisa acionar seus motores de fusão gigantescos (instalados na crosta) no sentido contrário ao movimento.
Queima Lenta: Para evitar que as forças G esmaguem as estruturas internas e subterrâneas (e causem tsunamis tectônicos), a desaceleração precisaria ser incrivelmente lenta, durando talvez vários séculos.
O "Facho de Freio": Ao acionar os motores, a Terra criaria uma "cauda" de plasma incandescente na direção oposta ao movimento, visível de longe. Para os habitantes, seria a primeira vez em milênios que o planeta inteiro "treme" ativamente.
Aceleração Negativa: O planeta, que viajou em velocidade de cruzeiro por milênios, precisa acionar seus motores de fusão gigantescos (instalados na crosta) no sentido contrário ao movimento.
Queima Lenta: Para evitar que as forças G esmaguem as estruturas internas e subterrâneas (e causem tsunamis tectônicos), a desaceleração precisaria ser incrivelmente lenta, durando talvez vários séculos.
O "Facho de Freio": Ao acionar os motores, a Terra criaria uma "cauda" de plasma incandescente na direção oposta ao movimento, visível de longe. Para os habitantes, seria a primeira vez em milênios que o planeta inteiro "treme" ativamente.
2. Captura Gravitacional
Ao se aproximar do novo sistema solar, a equipe de navegação teria que realizar manobras de precisão:
Estilingues Reversos: O planeta usaria a gravidade dos planetas gasosos externos (como um Júpiter local) para diminuir sua velocidade através de manobras de freio aerodinâmico ou estilingue gravitacional negativo. Isso economizaria combustível crucial de fusão.
Ajuste Fino: Os motores seriam acionados para se alinhar com o plano orbital da estrela, transformando a trajetória hiperbólica (de chegada) em uma órbita estável e quase circular.
Ao se aproximar do novo sistema solar, a equipe de navegação teria que realizar manobras de precisão:
Estilingues Reversos: O planeta usaria a gravidade dos planetas gasosos externos (como um Júpiter local) para diminuir sua velocidade através de manobras de freio aerodinâmico ou estilingue gravitacional negativo. Isso economizaria combustível crucial de fusão.
Ajuste Fino: Os motores seriam acionados para se alinhar com o plano orbital da estrela, transformando a trajetória hiperbólica (de chegada) em uma órbita estável e quase circular.
O Primeiro Amanhecer (A Transformação de volta ao Planeta)
Depois de milhares de anos no frio e no escuro, o "Primeiro Dia" seria o evento cultural e biológico mais importante.
Reativação da Superfície: Assim que a órbita fosse estabilizada na Zona Habitável, os engenheiros começariam o processo de desativar (ou reconfigurar) os escudos de radiação e as cúpulas.
Aquecimento Térreo: A radiação da nova estrela começaria a aquecer a superfície congelada. A atmosfera externa, que pode ter sido gelada e densa, começaria a descongelar e a se expandir. Seria o início de um novo ciclo hidrológico.
O Sabor da Luz Solar: O momento em que a primeira geração de humanos nascida em milênios pudesse sentir a luz solar (mesmo que avermelhada, se for uma Anã Vermelha) seria um marco divisor de águas. As cidades subterrâneas seriam esvaziadas lentamente.
O Desafio da Biosfera: Reintroduzir plantas e animais extintos (mantidos em bancos de DNA ou criogenia) em um ecossistema que ficou dormente e foi alterado artificialmente exigiria décadas de terraformação local.
Depois de milhares de anos no frio e no escuro, o "Primeiro Dia" seria o evento cultural e biológico mais importante.
Reativação da Superfície: Assim que a órbita fosse estabilizada na Zona Habitável, os engenheiros começariam o processo de desativar (ou reconfigurar) os escudos de radiação e as cúpulas.
Aquecimento Térreo: A radiação da nova estrela começaria a aquecer a superfície congelada. A atmosfera externa, que pode ter sido gelada e densa, começaria a descongelar e a se expandir. Seria o início de um novo ciclo hidrológico.
O Sabor da Luz Solar: O momento em que a primeira geração de humanos nascida em milênios pudesse sentir a luz solar (mesmo que avermelhada, se for uma Anã Vermelha) seria um marco divisor de águas. As cidades subterrâneas seriam esvaziadas lentamente.
O Desafio da Biosfera: Reintroduzir plantas e animais extintos (mantidos em bancos de DNA ou criogenia) em um ecossistema que ficou dormente e foi alterado artificialmente exigiria décadas de terraformação local.
O Legado da Jornada
Com a missão cumprida, a Terra estaria pronta para ser um planeta novamente. Os motores de propulsão seriam desmantelados ou transformados em usinas de energia de fusão para a nova civilização. A memória da "Viagem" se tornaria o mito fundador da nova era.
Agora que a Terra tem um novo lar, você gostaria de explorar:
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O Destino da Antiga Estrela: O que aconteceu com o Sol original e por que a humanidade teve que fugir dele?
Com a missão cumprida, a Terra estaria pronta para ser um planeta novamente. Os motores de propulsão seriam desmantelados ou transformados em usinas de energia de fusão para a nova civilização. A memória da "Viagem" se tornaria o mito fundador da nova era.
Agora que a Terra tem um novo lar, você gostaria de explorar:
A Cultura Pós-Viagem: Como a sociedade, a religião e a política mudariam após o "Grande Êxodo" ter sido concluído?
O Destino da Antiga Estrela: O que aconteceu com o Sol original e por que a humanidade teve que fugir dele?


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